Movimento Ar livre! – Aerocene rising in São Paulo, Brasil

Join Aerocene!

On 20th October at 10:30 am, Aerocene Community will reunite in São Paulo for a collective action supporting climate change awa(i)reness towards a movement for free from fossil-fuel futures.

If the weather allows it – a sunny day and no winds – we will be ON AIR completely free of carbon emissions in front of MASP, Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01310-200.
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Junte-se ao Aerocene! No dia 20 de outubro, às 10h, a Comunidade Aerocene se reunirá em São Paulo para uma ação coletiva em apoio a um movimento por um futuro sem combustíveis fósseis. Se o tempo permitir – um dia ensolarado e sem vento – estaremos no AR sem emissões de dióxido de carbono no vão livre do MASP, Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01310-200. São Paulo é uma cidade de recordes. Sendo a maior cidade do hemisfério sul e ocidental, sua geografia mudou tão rapidamente no século passado que por muito tempo foi impossível mapear sua extensão. Hoje a imigração tem taxas menores de crescimento do que no passado e o tecido urbano está se consolidando, o Google Street View explorou a maioria dos cantos da cidade, mesmo em áreas que a classe média considera muito arriscadas para uma caminhada. Todas as manifestações de um novo regime climático estão presentes aqui: o movimento pelo direito à moradia está crescendo; os processos de integração esbarram contra um quadro colonial muito presente e as políticas de bem-estar estão longe de ser um padrão. Não é de estranhar que o congestionamento urbano tenha produzido uma zona extremamente poluída, entre os vários índices alarmantes a mencionar está o das partículas em suspensão da poluição atmosférica, que se situa, em média, entre 20 e 25 microgramas por metro cúbico – mais do dobro do considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde. Em todo o estado de São Paulo, a poluição do ar tem sido citada como responsável pela morte de cerca de 100 mil pessoas entre 2006 e 2011 por doenças respiratórias. No entanto, morar em São Paulo pode ser uma experiência agradável para quem consegue compensar o estresse da megalópole acessando as inúmeras estruturas – por uma preço – ou se permitindo uma melhor qualidade do ar através das experiências filtradas de construção equipada e carros refrigerados. Independentemente da origem social, viver em São Paulo significa confrontar-se com as consequências de um modelo de crescimento que requer uma enorme quantidade de recursos para manter um regime hiperconsumista. Quando essa voracidade encontra os piores programas políticos, alimenta uma extração irresponsável de recursos, um consumo selvagem e criminoso que consome em ritmo insensato um dos tesouros mais preciosos do Brasil — uma área natural impressionante que abriga comunidades indígenas que lutam para proteger a biodiversidade contra lucros privados e corporativos. Queremos decolar em São Paulo para ampliar nossos horizontes e ver o patrimônio natural acima da periferia urbana, pois o Brasil abriga 70% das espécies animais e vegetais listadas no mundo e é o país com o maior número de povos indígenas isolados. Aerocene vai flutuar no ar da cidade poluída para discutir um novo regime econômico que se opõe ao desmatamento amazônico e celebrar o grande esforço que as comunidades indígenas estão fazendo para proteger o ecossistema para todos nós. Se você quer se tornar um aeronaut conosco, por favor, mantenha-se atualizado sobre as ações do aero solar – confira nossos canais de mídia social. Sigue a ação coletiva em São Paulo em WHATSAPP: https://chat.whatsapp.com/IotVtgH6BiuCCgoatgjgB0 TELEGRAM: https://t.me/joinchat/NuAp5BIFpTOgxKmH2w_ioQ FACEBOOK EVENT. https://www.facebook.com/events/1020037395011943/?active_tab=about Em direcção a outros futuros possíveis, vamos nos livrar dos combustíveis fósseis – junte-se ao Aerocene! ++++ English version ++++ Join Aerocene! On 20th October at 10:00 am, Aerocene Community will reunite in São Paulo for a collective action supporting climate change awa(i)reness towards a movement for free from fossil fuel futures. If the weather allows it – a sunny day and no winds – we will be ON AIR completely free of carbon emissions in front of MASP, Av. Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01310-200. São Paulo is a city of records. Being the biggest city in the Southern and in the Western Hemisphere, its geography has been changing so quickly in the past century that for long has been impossible to maps its extensions. Nowadays the immigration is not racing anymore and the urban fabric is consolidating, Google Street View explored most of the corner of the city, even in areas that the middle class would mark too risky for a night walk. All the amplitudes of the new climate regime is a real struggle here: the movement demanding housing for humans is rising (a fight for a very basic human right); integration seems to crash everyday against a still heavy colonial framework and welfare politics are far from being a standard. Not surprisingly the urban congestion causes an extremely polluted area, among various alarming indexes worth to mention is the air pollution particulates averaging 20 to 25 micrograms per cubic meter — over twice what is deemed safe by the World Health Organization. Across the entire state of São Paulo, air pollution has been cited as responsible for the death of nearly 100,000 people from 2006 to 2011 from respiratory illnesses. Living in São Paulo is a more pleasant experience to anybody that can compensate the stress of living in the megalopolis accessing the countless – paid – facilities, or granting himself a better air quality through filtered experiences in decent building and refreshed cars. Living in São Paulo means confronting – regardless the social extraction – with the consequences of a growth model that demands a massive amount of resources to maintain itself in obligation to consumeristic pledges. When hunger reaches the worst political agenda it fuels an irresponsible extraction of resources, a savage and brainless overconsumption that chew one of the most precious treasure of Brasil, an impressive area of natural area which is home of indigenous communities that are fighting to protect the natural biodiversity of their habitat against corporative and private profits. We want to take off in São Paulo to broaden our horizons and see above the urban outskirts the natural heritages as Brazil is home to 70% of the world’s catalogued animal and plant species, and the country with the largest number of uncontacted indigenous peoples in the World. Aerocene will be floating in the heavily polluted city’s air to discuss a new economic regime that stands against the Amazon deforestation and celebrate the great effort that the indigenous communities are doing to protect the ecosystem for all of us. If you want to become an Aeronaut with us, please keep yourself updated with aerosolar actions – check our social media channels and: Follow the São Paulo collective action on WHATSAPP: https://chat.whatsapp.com/IotVtgH6BiuCCgoatgjgB0 TELEGRAM: https://t.me/joinchat/NuAp5BIFpTOgxKmH2w_ioQ FB EVENT: https://www.facebook.com/events/1020037395011943/?active_tab=about Towards other possible futures, we move free from fossil fuels – Aerocene unite!
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Inflamable tiene voz

Inflamable tiene voz

Villa Inflamable, Dock Sud, Avellaneda

34°39'46.4"S 58°20’22.9”W

Photo by Natalia Buceta

El domingo 8 de julio, la Fundación Aeroceno en colaboración con Centro Comunitario Sembrando JuntosACIJ y el Blog Proyecto Riachuelo realizaron una jornada de reflexión con vuelos de globos aerosolares Aerocene Explorer en Villa Inflamable. Además de los vecinos de Inflamable, fueron invitados un equipo documental de la Universidad 3 de Febrero y el canal de televisión comunitario que cubre las villas de Buenos Aires, Urbana Te Ve.

La actividad surgió a partir de cumplirse en ese día el décimo aniversario del fallo Mendoza de la Corte Suprema de Justicia que trató la causa Mendoza sobre el sufrimiento ambiental causado por el estado crítico del río Matanza-Riachuelo y que ordenó la limpieza de su cuenca.

Lo que parecía ser una dia nublado con posibles lluvias intermitentes evolucionó en un dia con unos transeúntes cumulus nimbus y bastante sol, mientras se desarmaba una Sudestada sobre el Río de la Plata dejando vientos con rachas de 10 nudos.

Por la mañana, realizamos una recorrida por Villa Inflamable de la mano de un vecino conocido por muchos habitantes, Daniel. Recorrimos las calles mientras Daniel nos contaba de la vida en la villa y los problemas más importantes que aún sufren los vecinos. Se nota un claro abandono por parte del estado que toma un enorme contraste cuando se tiene en cuenta que esta comunidad convive con uno de los polos petroquímicos más grandes de Argentina. Es desconcertante ver circular una línea casi constante de camiones cisterna que abastecen de combustible a la megalópolis de Buenos Aires, atravesando normalmente todos los días por un barrio con necesidades tan urgentes.
Daniel nos contó que sufren el estado de las calles, un entramado de barro y algunas pocas calles de pavimento, y sobre todo la falta de servicios, como agua corriente potable, electricidad, gas, cloacas, alumbrado deficiente, la lista es grande. El estado a reconocido que el agua de red está contaminada y es nociva para la salud, armando a través de Acumar una red de distribución de botellones de agua potable. Cada una de las más de dos mil familias que habitan la Villa deben acudir diariamente a buscar sus botellones a un centro de acopio en la zona que habita.
La falta de una red cloacal es quizás uno de los problemas más acuciantes de la Villa, ya que los residuos cloacales desagotan en lagunas naturales que se encuentran dispersas por el territorio de Inflamable. Estas lagunas han acumulado basura de distinto tipo, domiciliaria e industrial y aunque aparentan sostener actividad biológica que colabora con el procesamiento de los residuos, son una zona de extremo riesgo para todas las enfermedades relacionadas a la presencia de larvas de mosquitos, como el dengue, el zika y la chikungunya.
Nuestro cálido guía, Daniel, nos contó que tiene 10 hijos, y al rato de caminar llegamos a su casa, un pequeño rancho con poca luz natural, sin puertas ni ventanas. Dialogamos con su mujer y algunas de sus hijas, que dibujaban con colores alegres en la mesa del comedor, con piso de tierra. Daniel actualmente coordina a trabajadores del plan de limpieza pública de la Villa, y aspira a poder construir sobre una losa en el fondo de su terreno, una casa de material con piso firme. Nuestra recorrida por el barrio terminó pasado el mediodía, ya que ya estaban arribando algunos invitados al Centro Comunitario Sembrando Juntos.
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Luego de haber organizado un taller de armado de globos aerosolares con los chicos que acuden las clases de apoyo escolar en Sembrando Juntos, fuimos ampliando nuestra red contactos y uniendo las sinergias de distintas instituciones que trabajan para mejorar la calidad de vida en la Villa. Comenzando por supuesto por Claudia Espínola, líder de Sembrando Juntos, promotora jurídica y reconocida activista por los derechos de los habitantes de Inflamable. Claudia tiene una maravillosa familia que la ayuda y acompaña en todo lo que hace, como su hija Rocío Luque que estudia Trabajo Social en la Universidad de Lanús y conoce las familias de la villa y su lucha por vivir mejor.

Otra llegada auspiciosa fue la presencia de ACIJ (Asociación Civil por la Igualdad y la Justicia), que viene realizando desde 2010 una labor impecable en la Villa, desarrollando una agenda de propuestas concretas para el cambio y talleres de economía productiva entre otras acciones. También se sumaron los arquitectos urbanistas Gustavo Cañaveral y Adolfo Rossi del Blog Proyecto Riachuelo, quienes nos dieron una clase magistral de la cuenca Matanza Riachuelo y su visión de vías navegables turísticas y productivas para el desarrollo de la zona.

Vias navegables y productivas, la visión de los arquitectos Gustavo Cañaveral y Adolfo Rossi para la cuenca del Matanza-Riachuelo
Ezequiel Viggiano de Sembrando Juntos preparó unas riquísimas bondiolas y choripanes para un almuerzo lleno de anécdotas de la zona, recordando la historia y evolución del Riachuelo, y sobre todo, el paisaje ribereño previo a la actividad antrópica petrolera corporativa que lamentablemente se asentó en este barrio en forma de gigantesco polo petroquímico.
Finalmente llegó la hora de los vuelos! Nos dirigimos al predio frente al depósito de containers, ya que la Saladita de Villa Inflamable estaba llena de barro por las lluvias de la semana anterior. Volamos dos globos Aerocene Explorer, junto a vecinos de Inflamable, como nuestro guía Daniel que vino con 4 de sus hijas menores. Los globos registraron variables atmosféricas y un Aeroglifo, o firma en el aire. Estas firmas que describen el vuelo de los globos aerosolares son recopiladas alrededor del mundo, como firmas en pos de un compromiso ético con la atmósfera, por un futuro libre de combustibles fósiles.
Firmamos por un futuro libre de combustibles fósiles!

En un momento cargado de emotividad, la activista Claudia Espínola leyó un documento escrito por la comunidad, en el cual se reivindica el trabajo histórico de los activistas de Inflamable y la cuenca Matanza-Riachuelo y se reclama por soluciones duraderas para la contaminación ambiental. Fueron recordadas, por no poder estar presentes, Fueron recordadas, por no poder estar presentes, lla antropóloga nacida en Inflamable Débora Swistun -quien escribió el famoso libro Inflamable, Estudio del sufrimiento ambiental, quien trabaja en distintas iniciativas ambientales y nos facilitó conocer Sembrando Juntos- y Beatriz Mendoza -impulsora que de la causa colectiva sobre la que falló la Corte Suprema, que lleva su nombre.

El grupo de vecinos, instituciones, voluntarios y niños que se reunión a reflexionar en esta jornada no solo logró ese objetivo, sino que además, quedó flotando en el aire un marcado sentimiento de hermandad, colaboración y solidaridad. Esos valores nos guían, en la búsqueda de una mejor calidad de vida para las 2000 familias de Villa Inflamable. Nuestras acciones futuras se orientan a continuar acompañando esta valiosa comunidad, y una serie de acciones concretas para lograr suplir alguna necesidad de los vecinos. Porque como reflexiona Claudia: “Inflamable tiene Voz”.

 

Fotos por Gabriela Sorbi, Natalia Buceta, Jimena Rodriguez Berisso y Margarita Ezcurra